
A rotina acadêmica é repleta de percalços. A intenção é fazer recorte de experiências estudantis, obtidas a partir do meu próprio cotidiano e das pessoas que me cercam. É sobre as angústias, cobranças, responsabilidades, sentimentos, rotina e repetição que exigem que sejamos cópias de máquinas. O tema foi proposto como segunda avaliação de uma disciplina na Universidade Federal de Sergipe.
Saí perguntando às pessoas que conheço sobre como era para elus a experiência universitária, o que mais era caótico, o que não fazia sentido, o que aparecia como dificuldade. Foram várias coisas apresentadas, desde a saúde mental à dificuldade financeira, coisas interligadas. Na universidade se encontram realmente várias realidades e ultimamente, na verdade há muito tempo é muito difícil lidar com as diversas restrições que envolvem a estrutura do ambiente acadêmico. É necessário reforçar a importância das políticas de permanência e além, é mais necessário garantir de uma forma mais abrangente os auxílios de permanência.
Imagina aí, estudo num campus que não se tem forma de chegar pagando meia passagem, num lugar que nem tinha restaurante universitário na época que foi realizada essa obra. Além de que estudo em um curso que na época se fazia mais necessária (e ainda se faz) a impressão de diversos materiais e que necessitam ser de tamanhos específicos que nem toda gráfica faz.
Estar na universidade é passar por esses percalços, perceber as realidades das pessoas ao redor, dividir essa dor, compartilhar para que estejamos alertas para as reais mudanças que desejamos fazer.






